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TEORIA DO PODER RELATIVO

TEORIA DO PODER RELATIVO


Muito tem se falado em Democracia e Poder Social, incentivando os cidadãos a participarem da vida política, seja acompanhando os candidatos, seja votando nos pleitos eleitorais. Sim, quanto maior for a participação social melhor será a possibilidade de intervenção no cenário político.
Mas será que todos, em uma sociedade/nação, estão em igualdade de condições para participar ativamente desse processo?
As desigualdades econômicas afetariam essa possibilidade de participação? 
Qual seria o impacto se as camadas mais desfavorecidas não puderem acompanhar o processo democrático de forma crítica, desde a escolha de candidatos até cobranças durante o mandato, como é necessário?

Países emergentes como Brasil, Tailândia, Índia  que sofrem profundas desigualdades sociais, tem problemas desde o transporte urbano, passando pelo saneamento e nichos de concentração de pobreza, aqui no Brasil chamadas de favelas. Como ponto em comum nesses países, está a desigualdade social, fazendo com que as classes menos favorecidas não tenham acesso ao cenário político, que permita reivindicar melhorias sociais gerais e com isso romper o ciclo de pobreza e ausência de benefícios como transporte urbano, saneamento, moradia, pleno emprego para todos, isso para citar alguns benefícios coletivos.

Essa observação não é de hoje e vários estudiosos já se debruçaram sobre o tema desde a antiguidade.

DE GRANDES SOLDADOS A ESTORVOS POLÍTICOS: OS JANÍZAROS DO IMPÉRIO OTOMANO

 

Desde que as sociedades humanas passaram a se organizar em Estados, surgiu a necessidade de grupos de indivíduos que pudessem tanto agredir outras sociedades de modo a lhes extrair recursos uteis aos quais não havia acesso, quanto a proteger sua sociedade original de igual agressão. Esses indivíduos eram os militares, que nos primórdios eram apenas um grupo qualquer de camponeses que pegavam em armas para o ataque ou para a defesa, os quais sempre gozavam de grande prestigio em suas sociedades, sendo seus líderes normalmente oriundos da elite.



TRANSIÇÃO MUNICIPAL REPUBLICANA: SINAL DE MATURIDADE POLÍTICA

 

Com exceção de São Luís, onde os eleitores voltarão às urnas para o segundo turno, nos demais municípios onde não houve a reeleição do gestor deve ser realizado o processo de transição municipal. O essencial é que esse processo ocorra da forma mais natural possível e sem quaisquer prejuízos à população. O primeiro cuidado a ser observado pelo novo prefeito é evitar a interrupção dos serviços públicos essenciais à população (educação, saúde, limpeza e transporte público).

Trocando em miúdos, o cidadão não deve (ou deveria) ser penalizado porque o atual prefeito perdeu a eleição. Se a votação dele não foi suficiente é porque não fez jus aos compromissos assumidos com os seus eleitores. Agora não adianta penalizar a população não pagando fornecedores, servidores contratados e até, pasmem, levando as tomadas do prédio da    prefeitura. Um espetáculo, no mínimo, ridículo. Enfim, a transição é um processo de mudança natural.



A ELITE FASCISTA: a tentativa de golpe de Estado orquestrado pela elite econômica dos Estados Unidos em 1934.

O nazifascismo, fenômeno político comum na primeira metade do séc XX, era caracterizado como uma ideologia que sufocava as liberdades civis dos cidadãos bem como institucionalizava a contrarrevolução no Estado, opondo-se a todas as ideias não presentes no ideário fascista, seja no plano doméstico ou internacional. Seu objetivo máximo era implementar ou manter uma ordem mundial condizente aos seus princípios e interesses nacionais, bem como a segurança e prosperidade do Estado fascista. 

Ao longo do século XX, quatro Estados foram abertamente seguidores do modelo fascista: Alemanha (liderada por Adolf Hitler – o nazismo, subespécie do fascismo por englobar o antissemitismo); Itália (chefiada por Benito Mussolini); Espanha (comandada por Francisco Franco) e Portugal (administrada por António Salazar). Para além desses quatro, houve alguns outros países cujos líderes, embora não abertamente fascistas, simpatizavam ou ao menos seguiam parte das ideias fascistas (como o caso de Getúlio Vargas no Brasil). 


A IMPORTÂNCIA DA INTERNET NAS ELEIÇÕES

Criada na metade do séc. XX, a rede mundial de computadores (internet) foi originalmente concebida para uso exclusivo das forças armadas de diversos países, evitando a concentração de informações em um único local, bem como o receio de serem subtraídas ou destruídas. O sistema permitia, assim, a criação e circulação de informações de forma totalmente independente de uma “central”.

A medida que a internet foi deixando seu caráter exclusivamente militar e adentrando na vida civil, ela causou uma revolução na forma em que as comunicações eram repassadas, pois antes mídias como o rádio e a televisão apenas transmitiam informações aos seus ouvintes/telespectadores sem dar a eles qualquer participação (lógica comunicativa monológica), a internet e (principalmente) as redes sociais permitiram que as pessoas que recebessem as informações também fossem capazes de criar informações e enviá-las para outros, constituindo uma lógica comunicativa dialógica: quem recebe informações também pode emitir. Como se pode imaginar, não demorou muito para a internet também ser utilizada para o campo político.